EcoFlow RIVER 3 vale a pena? Review completo, usos no dia a dia e guia de compra (com ficha técnica comparativa)


Veredito em 1 minuto

Para quem a RIVER 3 faz mais sentido

Se você quer uma “bateria grandona” pra internet + notebook + eletrônicos, com recarga relativamente rápida e um pacote bem completo de portas, a RIVER 3 faz sentido. Ela entrega 300 W na tomada AC (onda senoidal), USB-C de 100 W, USB-A e 12 V, tudo num corpo bem portátil.

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Para quem eu não indicaria

Eu não compraria a RIVER 3 se a ideia é tocar coisa pesada na tomada (micro-ondas, air fryer grande, secador potente, ferramentas parrudas) ou se você quer muitas horas em cargas médias/altas. O motivo é simples: 245 Wh é pouco pra “vida longa” em AC, e 300 W limita bastante a tomada.

Os 3 destaques que mais pesam na compra

  • Portabilidade: 3,5 kg e dimensões compactas.
  • USB-C de 100 W: dá pra carregar notebook e vários gadgets sem depender da tomada.
  • Recarga solar decente pro tamanho: até 110 W (11–30 V / 8 A).

A limitação que mais pega no uso real

A “pedra no sapato” é a combinação capacidade (Wh) + limite da tomada (W). Ela aguenta muita coisa do cotidiano, mas por pouco tempo quando você sobe consumo, e a tomada não passa de 300 W (o resto é jogo de cintura).


O que é a EcoFlow RIVER 3 e o que muda entre as versões

RIVER 3 vs RIVER 3 (230): o que muda na capacidade

A RIVER 3 aparece em variantes com 245 Wh (RIVER 3 / RIVER 3 10 ms UPS) e 230 Wh (RIVER 3 (230)).

RIVER 3 “normal” vs RIVER 3 (10 ms UPS): o que muda no modo nobreak

Aqui é a diferença que mais importa pra quem quer “mini-nobreak”:

  • RIVER 3 / RIVER 3 (230): tempo de transferência 20 ms (EPS)
  • RIVER 3 (10 ms UPS): tempo de transferência 10 ms (UPS)

Na prática: 10 ms tende a ser mais amigável pra equipamentos mais chatos com queda rápida, mas eu ainda trato isso como “backup leve”, não como UPS profissional.

O que vem na caixa e o que costuma ser vendido à parte

O básico costuma ser a unidade + cabos (principalmente o de tomada). Já cabo veicular e cabo solar (XT60/XT60i) variam bastante conforme o kit. Se seu foco é solar/carro, eu sempre confiro isso antes porque muda o custo real da brincadeira.


Ficha técnica (explicada sem enrolação)

Capacidade (Wh) e química da bateria (LiFePO₄)

A versão US/JP/BR traz 245 Wh, e a química é LFP (LiFePO₄).
Isso é bom porque LFP costuma ser mais robusta pra ciclos e temperatura do que NMC (em geral). Só que… Wh continua sendo Wh: se você quer horas e horas, precisa de mais capacidade.

Ciclos e o que isso significa na prática

Não encontrei, nos trechos que consultei da RIVER 3, um número de ciclos explícito como “X ciclos até Y%”. (E isso é um dado que eu gosto muito de ter na mão.)

Potência de saída em CA (tomada): limite real e picos

A tomada AC da RIVER 3 é 300 W no total, onda puramente senoidal (isso importa pra eletrônicos e motores mais sensíveis).

Saídas USB (USB-A e USB-C) e o que dá pra carregar “de verdade”

  • USB-C: até 100 W (PD 3.0 / QC 3.0)
  • USB-A: até 12 W por porta, 24 W no total

No cotidiano, isso é ótimo pra:

  • notebook por USB-C (muitos modelos carregam bem em 65–100 W)
  • celular, tablet, câmera, power banks, etc.

Saída 12 V (isqueiro): para quais equipamentos ela serve

A saída “carro” (12 V) é até 126 W (12,6 V / 10 A).
Ela serve bem pra coisas tipo geladeira automotiva pequena (dependendo do modelo), inflador, alguns roteadores 12 V, iluminação 12 V, etc.

Entradas de recarga: tomada, carro e solar

  • Tomada (AC) – entrada máx. 320 W (US/JP/BR)
  • Solar – 11–30 V / 8 A / 110 W máx.
  • Carro – 12/24 V / 8 A / 100 W máx.

Peso e dimensões: portabilidade na vida real

  • Peso: ~3,5 kg
  • Dimensões: 255 × 212 × 113,5 mm

Esse é o tipo de equipamento que você pega com uma mão e leva pro quarto, sala, carro, camping… sem drama.


Quadro rápido: ficha técnica comparativa (lado a lado)

EcoFlow RIVER 3 vs RIVER 2 Max vs RIVER 2 Pro (comparativo direto)

Abaixo eu coloquei os dados que aparecem nos materiais (sem inventar nada). Onde não há dado no trecho consultado, eu deixo em branco.

ModeloCapacidadeTomada AC (total)Pico (surge)“X-Boost”Solar (máx.)USB-CPeso
RIVER 3 (US/JP/BR)245 Wh300 W(não encontrei no trecho consultado)até 600 W110 W (11–30 V / 8 A)100 W3,5 kg
RIVER 2 Max512 Wh500 W1000 Waté 1000 W220 W (11–50 V / 13 A)100 W(não encontrei no trecho consultado)
RIVER 2 Pro768 Wh800 W1600 Waté 1600 W220 W (11–50 V / 13 A)100 W(não encontrei no trecho consultado)

(Comparativo bônus) RIVER 3 Plus e bateria extra

Eu encontrei dados da bateria extra da RIVER 3 Plus (não da estação principal completa). A bateria extra tem:

  • 572 Wh (28,8 V / 19,9 Ah)
  • USB-C até 140 W (PD 3.1; até 28 V / 5 A)
  • Peso ~5,9 kg e 234 × 224 × 110 mm

Sobre a RIVER 3 Plus (unidade principal): não encontrei, nos materiais que tenho aqui, a tabela completa de potência/entrada/saída dela. Então eu prefiro não chutar.


Usos do cotidiano: onde ela brilha (e onde passa perrengue)

Home office e internet: roteador, modem, notebook e monitor

Aqui é o “habitat natural” da RIVER 3. Eu gosto dela pra:

  • segurar roteador + modem
  • carregar notebook por USB-C (100 W)
  • manter um monitor por algumas horas, se o consumo for baixo

O pulo do gato é: sempre que der, use USB direto (principalmente USB-C). É mais eficiente do que converter bateria → AC → fonte → DC.

Quarto/sala: TV, soundbar, videogame e iluminação

RIVER 3 serve bem como “energia de conforto”:

  • TV + iluminação LED
  • soundbar leve
  • videogame (se o consumo não passar do limite)

Mas eu já coloco uma trava mental: se o conjunto encostar em 300 W, você está no limite da tomada AC.

Cozinha e “aperto”: o que dá pra ligar e por quanto tempo

Eu separo em dois mundos:

Mundo 1 (ok): coisas pequenas e rápidas (e muitas vezes fora da tomada AC).
Mundo 2 (não é a praia dela): resistência e aquecimento alto (air fryer, micro-ondas, chaleira elétrica potente). A RIVER 3 até tem X-Boost “até 600 W”, mas isso não transforma 245 Wh em milagre, nem faz a tomada virar uma tomada de 800 W.

Geladeira e cargas intermitentes: o cuidado do “tempo limite da CA”

Geladeira é um caso clássico: ela liga, desliga, entra em degelo, dá pico… e às vezes fica “quieta” por um tempo.

Em modelos da linha, existe ajuste de “tempo limite da saída CA” (pra não desligar sozinho). Para uso com geladeira/backup, eu acho essencial conferir e, se fizer sentido, colocar como “Nunca”.

Ferramentas e bricolagem: o que funciona e o que derruba

Ferramenta é onde muita gente se frustra.

  • Furadeira leve, carregador de bateria de ferramenta, coisas pequenas: ok.
  • Serra, esmerilhadeira, compressor: geralmente vai pedir pico e potência que não combinam com 300 W.

Se ferramenta é prioridade, eu já começo a olhar RIVER 2 Max (500 W) ou RIVER 2 Pro (800 W), dependendo do que você usa.

Camping e praia: carregamentos, lanternas e eletrônicos

No camping, a RIVER 3 é confortável pra:

  • carregar celular, drone, câmera, power bank
  • luz LED 12 V
  • notebook
  • caixa de som em volume moderado

E aqui o solar vira protagonista: ela aceita 11–30 V / 8 A / 110 W.

Carro e estrada: recarregar no 12 V e cuidados pra não arriar a bateria do veículo

Ela pode ser carregada pelo carro até 100 W (12/24 V).
Minha regra prática é simples: se o carro estiver desligado, eu evito ficar puxando por muito tempo (principalmente em carro com bateria cansada).


Autonomia na prática: como eu dimensiono sem chute

A conta simples (Wh → horas) e as perdas inevitáveis

Eu faço assim:

Horas teóricas = Wh ÷ W
Depois eu desconto perdas:

  • usando USB direto: perdas menores
  • usando tomada AC: perdas maiores (inversor + fonte)

Exemplo: com 245 Wh, uma carga de 50 W teoricamente daria 4,9 h. Na vida real, costuma ser menos (principalmente em AC).

O que mais derruba autonomia: inversor, picos e cargas “nervosas”

  • AC tende a perder mais energia na conversão
  • motores e compressores (geladeira, ferramenta) têm picos
  • cargas que variam muito deixam tudo menos previsível

Checklist rápido por cenário (bem “pé no chão”)

  • Internet (roteador/modem): ótimo uso
  • Notebook por USB-C: ótimo uso
  • TV + iluminação: ok, desde que o consumo não suba
  • Geladeira: depende do modelo; atenção ao “tempo limite” e picos

Recarga no dia a dia: tomada, carro e solar

Carregando na tomada: cuidados com extensão e tomada fraca

A entrada AC (US/JP/BR) chega a 320 W.
Se você pluga em extensão ruim, tomada sambando ou instalação antiga, pode dar aquecimento e instabilidade. Eu prefiro cabo curto e tomada firme.

Carregando no carro: quando vale e quando não vale

Carro é recarga de “manutenção”, não de “encher rápido”: até 100 W.
Pra viagem, é útil. Pra “carregar do zero todo dia”, eu acho pouco.

Carregando no solar: o erro mais comum (tensão) e como evitar

A regra é clara: 11–30 V na entrada solar da RIVER 3.
O erro clássico é colocar painel com tensão alta (ou painéis em série) e passar disso. Eu sempre confiro Voc/Vmp do painel antes.

Como escolher painel solar compatível (sem queimar nada)

Procure painel cuja tensão em operação (Vmp) fique confortável abaixo de 30 V e que não ultrapasse isso em condições reais.

O que esperar de potência real em sol “normal”

Mesmo com painel de 110 W, nem sempre você vê 110 W “cravado”. Ângulo, nuvem fina, calor no painel… tudo derruba. Eu gosto de pensar que “a maioria dos dias vai ser abaixo do máximo”.


Modo nobreak (EPS/UPS): como funciona e o que dá pra confiar

Diferença entre EPS (20 ms) e UPS (10 ms)

  • EPS 20 ms: RIVER 3 / 230
  • UPS 10 ms: RIVER 3 (10 ms UPS)

Equipamentos que costumam funcionar bem em backup

  • roteador/modem
  • ONT de fibra
  • notebook (melhor ainda se via USB-C)
  • iluminação LED

Equipamentos que eu evitaria colocar nessa função

Se é equipamento que não pode cair nem por milissegundos (e que não tolera transferência), eu prefiro UPS dedicado.


X-Boost: “até 600 W” — o que isso significa na vida real

Quando o X-Boost ajuda de verdade

Quando o aparelho está um pouco acima do nominal e você quer “ver se passa”. Ele existe e é um recurso válido.

Quando o X-Boost pode atrapalhar (equipamentos sensíveis)

Tem equipamento que não gosta de variação/controle de tensão. Nesses casos, “forçar” pode gerar instabilidade.

Como eu decido usar

Minha regra é: X-Boost é plano B, não plano A. Se eu dependo do X-Boost pra funcionar, eu já estou olhando um modelo acima.


App EcoFlow e controle (o lado bom e o lado chato)

O que dá pra ajustar no app (limites, tempo de desligamento, etc.)

O tipo de ajuste que eu sempre olho é justamente o de tempo limite de saída, porque isso muda muito no uso com cargas intermitentes (ex.: geladeira).

Bluetooth vs Wi-Fi: quando cada um faz sentido

Bluetooth é ótimo perto do equipamento; Wi-Fi ajuda quando você quer monitorar mais “de longe” (ex.: em outro cômodo).

Atualizações e estabilidade: o que eu observaria

Eu costumo evitar atualizar firmware “em dia de necessidade”. Se está tudo estável, eu atualizo em momento calmo.


Segurança, manutenção e vida útil

Ventilação, dissipador e erros comuns (e como resolver)

Uma coisa que aparece em manuais de estação portátil é: não tampar entrada/saída de ar. Parece óbvio, mas é onde o pessoal erra quando coloca em nicho/armário.

Limitações importantes (uso crítico e equipamentos médicos)

Se o uso é médico/crítico, eu não brinco: dimensionamento e UPS dedicado, com redundância, é outro papo.


Prós e contras (sem romantizar)

Pontos fortes

  • Compacta e leve (3,5 kg)
  • USB-C de 100 W (muito útil no dia a dia)
  • Solar até 110 W (bom pro tamanho)
  • Tomada AC senoidal (ponto positivo)

Pontos fracos

  • 245 Wh limita bastante “tempo de uso” em AC
  • 300 W na tomada AC é um teto real
  • X-Boost não substitui potência de verdade

“Pegadinhas” que eu ajustaria logo no primeiro dia

  • Se for usar em cargas que ligam/desligam, eu já confiro o tempo limite da saída no app (pra não ter surpresa).

Guia de compra: como escolher a RIVER certa

RIVER 3, RIVER 2 Max ou RIVER 2 Pro: qual eu escolheria em cada caso

Eu iria de RIVER 3 se:

  • foco é portabilidade e eletrônicos
  • tomadas leves
  • solar até 110 W já resolve

Eu subiria pra RIVER 2 Max se:

  • você quer mais folga na tomada (500 W) e o dobro de bateria (512 Wh)
  • solar mais forte (220 W)

Eu subiria pra RIVER 2 Pro se:

  • sua tomada precisa de potência de verdade (800 W) e você quer autonomia maior (768 Wh)
  • ainda mantendo solar 220 W

Quando vale pensar em bateria extra (linha RIVER 3 Plus)

Se você gostou da ideia de modular, a bateria extra da RIVER 3 Plus adiciona 572 Wh e ainda traz USB-C de 140 W (bem interessante pra notebook mais “faminto”).

Que acessórios realmente valem (e quais eu deixaria pra depois)

Eu priorizo:

  • cabo solar/XT60(i) compatível (se solar for importante)
  • um medidor de consumo na tomada (pra dimensionar sem achismo)

Eu deixo pra depois:

  • “qualquer painel” sem conferir tensão (aí é pedir pra sofrer)

Conclusão: vale a pena?

Vale mais a pena se você…

  • quer um backup leve e portátil pra internet, notebook e eletrônicos
  • valoriza USB-C forte (100 W) e uma tomada AC senoidal

Talvez não seja a melhor escolha se o seu foco é…

  • tocar muita coisa na tomada (potência e autonomia)
  • usar ferramentas e cozinha “de potência” (aí RIVER 2 Max/Pro fazem mais sentido)

Próximos passos práticos (o que conferir antes de comprar)

  1. Liste os aparelhos e o consumo (W).
  2. Veja se algum passa de 300 W (aí RIVER 3 já fica no limite).
  3. Se solar é prioridade, confira tensão do painel (RIVER 3 vai até 30 V).
  4. Se a ideia é geladeira, cheque no app o tempo limite da saída e ajuste para não desligar sozinho, se fizer sentido.

Perguntas frequentes

A EcoFlow RIVER 3 segura geladeira?

Depende do modelo (principalmente do pico de partida) e da autonomia que você espera. Além disso, vale conferir o ajuste de tempo limite da saída CA pra evitar desligamento inesperado em cargas intermitentes.

Qual a diferença prática entre 20 ms e 10 ms no modo nobreak?

É o tempo de transferência quando a rede cai. 10 ms (UPS) tende a ser mais tolerável para alguns equipamentos do que 20 ms (EPS), mas ainda é bom tratar como backup leve e testar com seu equipamento real.

O X-Boost funciona com qualquer aparelho de 600 W?

Não é assim. Ele existe como recurso (até 600 W na RIVER 3), mas não transforma a unidade num inversor de 600 W “pleno” e não garante compatibilidade com todo equipamento.

Posso carregar a RIVER 3 com painel solar “genérico”?

Pode, desde que respeite a janela 11–30 V / 8 A e o limite de 110 W na entrada solar.

Por que a tomada CA desliga sozinha às vezes?

Em alguns modelos/linhas existe ajuste de “tempo limite” da saída. Para uso com cargas que ligam/desligam, faz sentido conferir esse ajuste no app.

Dá pra usar como UPS para PC gamer ou NAS?

Eu não trato estação portátil pequena como UPS “sagrado” para equipamento crítico. Se for algo importante, UPS dedicado costuma ser uma escolha mais segura.

O que é mais eficiente: usar USB-C direto ou passar pela tomada CA?

Em geral, USB-C direto é mais eficiente porque evita conversão bateria→AC e depois AC→DC pela fonte. A RIVER 3 tem USB-C de 100 W, que já resolve muita coisa no dia a dia.


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